domingo, 29 de agosto de 2010

Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro - 2010

Normalmente este blog é usado para dar publicidade aos acontecimentos vividos pela equipe ALA, com seus grandes e pequenos (como eu) atletas. Procuramos, principalmente o Agnaldo, desvincular as emoções pessoais dos fatos para podermos deixar claro que o blog é de TODA equipe ALA.
Mas desta vez não, desta vez vou pedir licença para fazer um relato um tanto quanto pessoal e um tanto quanto emocional de nossas aventuras e desventuras na 14ª Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Minha primeira meia maratona.
Tenham paciência e sentem que vem muita história.
Então, vamos começar pelas emoções do início da nossa viagem. Por volta das nove horas da noite da 6ª feira (20/08), estávamos todos reunido na pista do Tiro de Guerra: eu, Fumaça, Pelisson, Jonas, Lile, Abel, Gu, Júlio, Fábio e o Balaio. Montamos na Van e quando saíamos, ouvimos uma frequentadora da pista entrando desesperada dizendo que haviam furtado seu carro na frente do local. Lamentamos e seguimos viagem discutindo diversas suposições sobre o que poderia ter ocorrido.
Quando acessávamos a rodovia Anhanguera recebi uma ligação do Agnaldo, que até aquela hora estava na pista de atletismo dando assistência para a vitima do carro furtado, perguntando se um dos passageiros poderia ser o dono de um par de tênis que ele havia encontrado. A resposta foi afirmativa, era do Balaio que acabara de descobrir que tinha esquecido o principal elemento (há divergências) para se correr, o tênis.
Continuamos a viagem.
Dormi um pouco, acordei, paramos em um “Frango Assado” da vida, dormi novamente, acordei novamente para descobrir que não existe posto de serviços na Dutra, no sentido São Paulo – Rio de Janeiro.

Assim, sem ter mais onde parar, chegamos ao Rio por volta da quatro e meia da manhã.
Foi aí que eu fiz outra constatação. Como a cidade do Rio de Janeiro é mal sinalizada!
Por volta das cinco e meia da manhã, depois de muita procura, encontramos a pousada que iríamos ficar. Foi então que tivemos mais uma noticia, só poderíamos entrar nos quartos ao meio dia.
Acho que quem está lendo este texto já pode imaginar o quanto estávamos cansados a esta altura do campeonato. A solução foi metade do pessoal deitar no sofá da sala da pousada e outra metade se esticar na van (este foi o meu caso).
Por volta das nove horas da manhã, decidimos buscar os kits de inscrição. Foi ai que entrou mais um personagem desta história – Paulo, o mineirinho.
Paulo disse que a entrega dos kits era logo ali, e que poderíamos ir a pé e nós, sem lembrarmos da sua origem estadual, fomos enfrentar o “logo ali”.
O “logo ali” era de Botafogo até o monumento do pracinha, o que significava pouco mais de uma hora de caminhada (para constar, ainda com as roupas da viagem). Mas toda esta caminhada nos proporcionou alguns encontros, vimos Frank Caldeira passar por nós, encontramos com a Andréa Celeste e pudemos desejar boa sorte para ela (ela é nosso orgulho, sim).
Pegamos o kit, voltamos (de táxi) para a pousada, entramos no quarto, saímos para almoçar, passear pelo Rio, aguentamos MUITO o Pelisson (só quem o conhece sabe o que é isso), depois banho, janta e cama.





No outro dia, acordei cedo, me arrumei, tomei café (muito café) e fomos todos para o nosso objetivo – A MEIA MARATONA INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO.
Chegamos ao local da largada sem preocupação em sair na frente (se é que isso é possível).
Combinei com a Gu de irmos juntas por algum tempo para dar mais ânimo até que estivéssemos bem aquecidas e com mais ou menos dez minutos de prova, passamos pela largada.





Não vou descrever meus tempos em cada quilômetro, nem o percurso, nem a altimetria. Vou descrever o que vi, LINDO! LINDO! LINDO!
Cada quilômetro que eu passava me emocionava. É difícil dizer tudo o que passou pela minha cabeça, todas as mudanças...muita coisa...
A Gu foi minha grande companheira até mais ou menos o 14 km, quando nos separamos. A presença dela foi fundamental para o meu ritmo e para o meu psicológico.
Aqui faço mais uma observação, conheci a Gu na viagem e tenho certeza que ganhei mais uma amiga.
Dois momentos na prova eu me lembro das músicas que tocavam no meu mp3 e que fizeram a trilha sonora perfeita para o momento, No je ne regrette rien de Edith Piaf e I’m in love – The Cure. Acho que não preciso explicar.
Cruzei a chegada fazendo festa (oficialmente com 2:19’)
Encontrei o pessoal e fomos em busca da van. Só que não encontramos. Foi então que houve uma sequencia de desencontros e passamos duas horas sem achar a van e sem conseguir falar com o Fumaça. Não cabe aqui discutir culpas, já que na verdade tudo não passou de vários pequenos erros que criaram um grande transtorno.
Mas para resumir ficamos duas horas suados, molhados, mal humorados (acabei até com algumas assaduras).
Depois que achamos a van seguimos caminho, só paramos para trocar de roupas duas horas depois em um posto de serviços.
Consegui um banheiro com chuveiro, tomei um banho almocei e “virei gente” novamente.
Voltamos cansados, algumas pequenas discussões, o Pelisson que não parava de falar, o rádio que não ficava sintonizado no jogo do corinthians, enfim, tudo acontecendo.
Por volta das dez horas da noite do dia 22 cheguei em Limeira e vim para a casa.
Estava cansada, mas com uma certeza. Eu vivi um final de semana inesquecível. Um final de semana PERFEITO com venturas e desventuras. Sabendo que cada minuto daquela viagem e cada pedaço do caminho valeu a pena porque eu conheci o Rio de Janeiro de uma forma que poucos conheceram e visão daqueles morros e daquele mar estão para sempre marcados nos meus olhos.




3 comentários:

  1. Ótimo relato, cheio de emoção e sincero. Há coisas boas e más nas viagens. Os contratempos antes da prova são os piores mas os posteriores a gente esquece rapidamente e fica com as boas lembranças de mais uma prova inesquecível desta cidade maravilhosa. Parabéns pela conclusão da prova e um abraço a todos os amigos da ALA.

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  2. Nossa Dani, adorei o seu relato, até me emocionei, gostei do "é logo ali"...kkkkk,saiba tbem q ganhei mais uma amiga se depender de mim p/ sempre. Essa é minha companheira de corrida!!

    Bjs da Gu...

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  3. COMO CORRER , PEDALAR , JOGAR FUTEBOL,...... E COMPETIR COM CONFORTO NA PELE ?


    PREVENÇÃO E DIMINUIÇÃO DE INCIDENCIA DE BOLHAS NOS PÉS

    PROTEÇÃO CONTRA ATRITOS E ROÇAMENTOS

    Com o Creme NOK da linha AKILEINE SPORT, LINHA OFICIAL DA SELEÇÃO DA FRANÇA dos jogos olímpicos de Pekim e outros

    O creme NOK é um creme protetor contra atritos para Preparação da pele submetida às fricções (pés, axilas, virilha, seios,...)

    ele e também usado por diabético na proteção contra atritos

    MODO DE AÇÃO

    limita o risco de acidentes cutâneos: queimaduras, bolhas (flictenas).Reforça a epiderme e a protege dos roçamentos ligados aos equipamentos do esportista e aos roçamentos pele contra pele.Torna o sistema articular mais flexível

    ESTUDOS DE EFICACIA MENSURAVEL:

    Estudos Laboratoriais

    Comparado á uma região não tratada, o produto permite um aumento mínimo da vermelhidão oriunda de roçamentos padronizados no lado do pé dez minutos após aplicação do produto: -9,34%. Este efeito não é mais observado 30 minutos após aplicação: +5,95%.

    Comparado á uma região não tratada, as medições efetuadas no nível do calcanhar mostram um aumento mínimo da vermelhidão oriunda de roçamentos padronizados dez minutos após aplicação do produto: -4,39% e 30 minutos após aplicação: -9,59%.
    consulte os sites ( são sites técnicos e não de venda):

    www.asepta.com ( da França )
    www.asepta.com.br ( no Brasil )

    No site asepta.com.br na pagina "parceiros" ha inúmeras opções onde comprar. Ate pela internet com a Dermatan, Dermexpress e Pharmaweb entre outros................

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