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domingo, 10 de julho de 2011

Deem passagem que ela esta chegando - CORRENDO MUITO

Um dos maiores orgulhos da ALA-Associação Limeirense de Atletismo é a atleta que praticamente nasceu na Associação, Andréia de Oliveira.

Hoje, contando também com a colaboração da Faculdade Einsten, Andréia brilha cada vez mais.

Este pequeno post vem para mostrar mais duas conquista desta atleta e para mostrar o quanto é importante o apoio que ela recebe.

Que isto sirva de exemplo a outras faculdades, que podem apoiar das mais diversas forma, tanto no apoio da financeiro puro e simples como na oferta de bolsas para as diversas práticas esportivas.

Na 23ª Corrida de São João (10 Km), na cidade de Bocaina, corrida que reuniu 150 atletas de 21 cidades do estado de SP e foi, segundo ela mesma disse, cheia de altos e baixos, Andréia conquistou a primeira colocação geral feminina, fechando a prova com o tempo de 38'20"






Já nos jogos regionais, como já fez em vários outros anos, Andréia conquistou mais uma medalha para a cidade de Limeira, desta vez de prata .

Além dela outras 09 medalhas com os atletas convencionais e mais 6 medalhas com os atletas deficientes visuais foram conquistadas pelo atletismo da cidade, totalizando 16 medalhas




Valeu Andréia pelo esforço e dedicação! Você é exemplo de que para o sucesso o caminho é mais que o talento, o trabalho !

domingo, 29 de agosto de 2010

Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro - 2010

Normalmente este blog é usado para dar publicidade aos acontecimentos vividos pela equipe ALA, com seus grandes e pequenos (como eu) atletas. Procuramos, principalmente o Agnaldo, desvincular as emoções pessoais dos fatos para podermos deixar claro que o blog é de TODA equipe ALA.
Mas desta vez não, desta vez vou pedir licença para fazer um relato um tanto quanto pessoal e um tanto quanto emocional de nossas aventuras e desventuras na 14ª Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Minha primeira meia maratona.
Tenham paciência e sentem que vem muita história.
Então, vamos começar pelas emoções do início da nossa viagem. Por volta das nove horas da noite da 6ª feira (20/08), estávamos todos reunido na pista do Tiro de Guerra: eu, Fumaça, Pelisson, Jonas, Lile, Abel, Gu, Júlio, Fábio e o Balaio. Montamos na Van e quando saíamos, ouvimos uma frequentadora da pista entrando desesperada dizendo que haviam furtado seu carro na frente do local. Lamentamos e seguimos viagem discutindo diversas suposições sobre o que poderia ter ocorrido.
Quando acessávamos a rodovia Anhanguera recebi uma ligação do Agnaldo, que até aquela hora estava na pista de atletismo dando assistência para a vitima do carro furtado, perguntando se um dos passageiros poderia ser o dono de um par de tênis que ele havia encontrado. A resposta foi afirmativa, era do Balaio que acabara de descobrir que tinha esquecido o principal elemento (há divergências) para se correr, o tênis.
Continuamos a viagem.
Dormi um pouco, acordei, paramos em um “Frango Assado” da vida, dormi novamente, acordei novamente para descobrir que não existe posto de serviços na Dutra, no sentido São Paulo – Rio de Janeiro.

Assim, sem ter mais onde parar, chegamos ao Rio por volta da quatro e meia da manhã.
Foi aí que eu fiz outra constatação. Como a cidade do Rio de Janeiro é mal sinalizada!
Por volta das cinco e meia da manhã, depois de muita procura, encontramos a pousada que iríamos ficar. Foi então que tivemos mais uma noticia, só poderíamos entrar nos quartos ao meio dia.
Acho que quem está lendo este texto já pode imaginar o quanto estávamos cansados a esta altura do campeonato. A solução foi metade do pessoal deitar no sofá da sala da pousada e outra metade se esticar na van (este foi o meu caso).
Por volta das nove horas da manhã, decidimos buscar os kits de inscrição. Foi ai que entrou mais um personagem desta história – Paulo, o mineirinho.
Paulo disse que a entrega dos kits era logo ali, e que poderíamos ir a pé e nós, sem lembrarmos da sua origem estadual, fomos enfrentar o “logo ali”.
O “logo ali” era de Botafogo até o monumento do pracinha, o que significava pouco mais de uma hora de caminhada (para constar, ainda com as roupas da viagem). Mas toda esta caminhada nos proporcionou alguns encontros, vimos Frank Caldeira passar por nós, encontramos com a Andréa Celeste e pudemos desejar boa sorte para ela (ela é nosso orgulho, sim).
Pegamos o kit, voltamos (de táxi) para a pousada, entramos no quarto, saímos para almoçar, passear pelo Rio, aguentamos MUITO o Pelisson (só quem o conhece sabe o que é isso), depois banho, janta e cama.





No outro dia, acordei cedo, me arrumei, tomei café (muito café) e fomos todos para o nosso objetivo – A MEIA MARATONA INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO.
Chegamos ao local da largada sem preocupação em sair na frente (se é que isso é possível).
Combinei com a Gu de irmos juntas por algum tempo para dar mais ânimo até que estivéssemos bem aquecidas e com mais ou menos dez minutos de prova, passamos pela largada.





Não vou descrever meus tempos em cada quilômetro, nem o percurso, nem a altimetria. Vou descrever o que vi, LINDO! LINDO! LINDO!
Cada quilômetro que eu passava me emocionava. É difícil dizer tudo o que passou pela minha cabeça, todas as mudanças...muita coisa...
A Gu foi minha grande companheira até mais ou menos o 14 km, quando nos separamos. A presença dela foi fundamental para o meu ritmo e para o meu psicológico.
Aqui faço mais uma observação, conheci a Gu na viagem e tenho certeza que ganhei mais uma amiga.
Dois momentos na prova eu me lembro das músicas que tocavam no meu mp3 e que fizeram a trilha sonora perfeita para o momento, No je ne regrette rien de Edith Piaf e I’m in love – The Cure. Acho que não preciso explicar.
Cruzei a chegada fazendo festa (oficialmente com 2:19’)
Encontrei o pessoal e fomos em busca da van. Só que não encontramos. Foi então que houve uma sequencia de desencontros e passamos duas horas sem achar a van e sem conseguir falar com o Fumaça. Não cabe aqui discutir culpas, já que na verdade tudo não passou de vários pequenos erros que criaram um grande transtorno.
Mas para resumir ficamos duas horas suados, molhados, mal humorados (acabei até com algumas assaduras).
Depois que achamos a van seguimos caminho, só paramos para trocar de roupas duas horas depois em um posto de serviços.
Consegui um banheiro com chuveiro, tomei um banho almocei e “virei gente” novamente.
Voltamos cansados, algumas pequenas discussões, o Pelisson que não parava de falar, o rádio que não ficava sintonizado no jogo do corinthians, enfim, tudo acontecendo.
Por volta das dez horas da noite do dia 22 cheguei em Limeira e vim para a casa.
Estava cansada, mas com uma certeza. Eu vivi um final de semana inesquecível. Um final de semana PERFEITO com venturas e desventuras. Sabendo que cada minuto daquela viagem e cada pedaço do caminho valeu a pena porque eu conheci o Rio de Janeiro de uma forma que poucos conheceram e visão daqueles morros e daquele mar estão para sempre marcados nos meus olhos.




terça-feira, 9 de março de 2010

Relatos de uma Meia Maratona - Ivo Cantor*



Meia Maratona Internacional de São Paulo, realizada em 7 de março de 2.010,

Realizada a partir da Praça Charles Miller, defronte ao monumental Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, no aristocrático bairro Pacaembú da cidade de São Paulo, esta prova caiu no gosto da comunidade corredora que aprecia provas de longa distância. No caso, 21.097m ou 21km como é mais conhecida. Para mim, não é a prova-alvo pois basicamente estou focado em maratonas. Utilizo a distância como lastro de quilometragem, experiência de estratégias, teste de resistência e outros experimentos a partir dos relatos que envio ao treinador. No jargão esportivo, isso chama-se feedback. E assim vou treinando até o dia da próxima maratona.

Esta prova de domingo foi minha primeira participação em corridas do meu calendário oficial de 2.010. Atrai-me a ótima organização, o grande espaço livre para se acomodar, a oportunidade de rever meus amigos – que não perdem esta prova de jeito nenhum -, a bonita camiseta, a beleza do lugar, a temperatura já mais amena, a severidade da prova com suas subidas e vaivéns.

Sou beneficiado pelo valor da inscrição, que além de não ser alto ainda me proporciona 50% de desconto em função da idade, superior a 60 anos.

Assim animado, fui à capital no sábado, sob intensa chuva da tarde, para retirar o kit de participação. Tudo rápido e eficiente, denotando o padrão de organização, já festejado pela comunidade há algum tempo.

A prova estava marcada para as 8h do domingo. Pensando nisso, acomodei-me cedo não sem antes verificar todos os detalhes do que iria supostamente precisar para correr. Isso inclui o tipo de tênis, camiseta, peitoral, alfinetes, meias, chip, freqüencímetro, boné, protetor solar, vaselina, gel, repositor eletrolítico, bolsa térmica com fruta, biscoito salgado, água, gatorade, chinelos para voltar, documentos e miudezas várias. Um ritual demorado, rotineiro, minucioso mas gostoso de fazer.

A refeição que antecede o dia é cuidadosa : sem novidades, sem experimentar nada novo. Apenas macarrão cozido sem molho algum, pão sem nada, uma fruta e só. Desta vez, fiz um aporte de proteína, na forma de sardinha- em-lata ao molho de limão. E já fiquei preocupado; mas não houve nenhum problema.

Acordei cedo, às 5h. Visto o uniforme completo para ver se nada falta. O desjejum é mais simples ainda : suco de laranja, duas fatias de pão branco sem nada – conhecido no Paraná com pão-com-língua -, banana com aveia. Nem café – nunca fico sem – para evitar a perda de líqüido. Cafeína estimula mas causa diurese; portanto, nessas ocasiões me abstenho. O ganho é grande : há redução significativa na vontade de micção.

Teminados esses preparativos, é hora de partir para a arena. Em dez minutos, estaciono e já vem o primeiro, desagradável e inevitável achaque : os tais guardadores de carro. Não há como discutir, o prejuízo seria muito maior que os dez reais que pedem.

Não me incomodo com essas insignificâncias pois meu objetivo é maior. E já vou dar um passeio para ver as coloridas tendas já fervilhando de gente, e à procura dos rostos conhecidos.

Distraimo-nos, eu e Marly, com as fotos. Encontro meus amigos, observo o movimento incessante; pelo jeito, serão milhares de participantes. E não me engano : foram quase 6 mil concluintes nas duas provas, a meia maratona e a prova de 10km.

Aproxima-se as 8h, horário de início. Há entradas diferentes, conforme seu ritmo demarcado na inscrição. Eu, por exemplo, recebi um adesivo verde, que me remete ao portal da mesma cor, para expectativa de 2h para conclusão.

E ali fico, entre aquecimento e alongamento, observando os curiosos rituais que cada um apresenta.

Soa a buzina e partimos. Ou melhor, ouvimos e continuamos parados pois a massa move-se muito lentamente. Gasto mais de 5min para cruzar o pórtico e iniciar minha corrida.

Saio firme em busca do km1 para verificar meu ritmo. O 1º.quilômetro sai em 5’18” , que não é minha expectativa. Meu plano é fazer cada km abaixo de 6min, mas não nesta severidade pois não darei conta do recado. O segundo já sobe para 5’35”, ainda irreal contudo mais próximo do ideal. E aí vou já me distraindo com as conversas, com os mais afoitos já reduzindo. Certamente sairam nos portais inadequados e já vão se ajustando à dura realidade.

Como sempre carrego minha garrafa com gatorade, dispenso um ou outro posto de água e economizo preciosos segundos.

E lá vem a subida do Elevado, a primeira dor-de-cabeça. E virão outros desafios. Passo os 5km com 26min, meio forte para manter mas...a temperatura está tão boa que adio a freiada para mais tarde. Pretendo ir assim, forte para meu padrão, até os 10km e depois maneirar. Engulo o gel número 1, pego um copo d’água geladinha, padrão Sabesp. Boa, por que não?

Chego aos 10km com 54’! Uma beleza, quase se foi a metade e tenho um bom crédito para a segunda parte, quando o sol começa a dar as caras. Mas há ruas com muita sombra e vou escolhendo o caminho, tangenciando onde posso, economizando cada passo.

Não visualizei a placa do 11. A marcação é deficiente, primeiro defeito de organização. No km 12 estou com 1h05 e já começo a vislumbrar a quebra de recorde da distância nesta prova, onde sempre ultrapasso 2h. Mas é cedo para me animar. Entretanto, consigo manter 5’35” até o km 19, a última descida. Aí, mando ver firme : é descida, é quase fim da parada, e depois vem 2km em aclive, suave mas subida até o últimos metros, portanto vamos aproveitar.

A parte bonita do trajeto – centro da cidade – tem alguns sobe-e-desce de lascar. Concluida esta parte, há o Elevado novamente. É a parte desanimadora, quando a energia vai se esvaindo e a gente fica de olho no relógio, para não ultrapassar os 6’/km nem subir demais o bpm, a esta altura já em 160, por volta do km15, mas dentro do ritmo.

O coração teima em ficar em 160 e fico de olho. As pernas estão firmes, a respiração não se altera; estou é sentindo já o calor do sol firme mas hoje eu chego antes de 2h, já tenho certeza.

Mas para que isso aconteça é preciso sebo-nas-canelas e não afrouxar o ritmo. Mas o km20 é difícil, ensaio uma reduzida, o bpm sobe a 166. Faço as contas e vejo que, mesmo assim, fecharei abaixo de 2h.

Fecho o km20 com 1h50’23” e bpm 164! Não falta nada, não desanime! É o que gritam os auxiliares de trânsito. Então, vamos lá, para o último quilômetro, a última subida, a última volta na frente de Estádio, e feliz da vida vejo Marly acenando e cruzo o pórtico com1h56’18”!

Nem acredito, bati o recorde nesta prova e em todas as meias maratonas que fiz, desde a primeira, em 2.002.

Credito esta realização à temperatura ideal, à experiência das disputas anteriores, à descontração que consegui, à boa noite de sono anterior, ao lastro de rodagem e ao treinamento em si, minuciosamente elaborado pelo meu treinador.

À Marly -que sempre me acompanha e cuida de todos os detalhes - , ao meu treinador José Vítor, à minha nutricionista Mônica e a todos os meus amigos de corrida dedico esta vitória e alegria.

Obrigado a todos, Ivo.

* Material enviado pelo Ivo Cantor e também disponível no blog: http://www.ivocantor.blogspot.com/


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Histórias - "A chegada da Dani"

Em maio de 2009 surgiu a idéia de fazer o Blog ALA&Amigos, mas a história toda começou assim:

No primeiro semestre de 2008 a Dani resolveu que iria fazer caminhadas, com o tempo ela percebeu que correr poderia ser mais legal. Não foi fácil vencer o primeiro quarteirão correndo, ela retornava da caminhada e contava que havia tido um progresso e até correu um pouco mais, quase dois quarteirões.
Com a empolgação pela corrida nas ruas a Dani conseguiu aumentar o trajeto e fez o primeiro quilômetro, já estava satisfeita com a corrida diária, havia vencido o sedentarismo. Um dia de "treino", não sei o que aconteceu, mas ela literalmente beijou o chão. Recebi uma ligação para avisar, mas já estava tudo bem e a Dani foi parar no hospital.



Durante a fase do repouso e de tentar entender como ela foi parar no chão, resolvemos que ela precisaria procurar orientações de pessoas especializadas no assunto. A pista da Associção Limeirense de Atletismo é muito próxima da nossa casa e eu já tinha informações da A.L.A. e do Fumaça, figura muito conhecida em Limeira e também no universo das corridas de ruas.
Então pensamos, qual o empecilho em pedir orientações e correr na pista, local onde não tem os degraus comuns nos passeios da rua? O que eu não imaginava e nem a Dani, é que em pouco tempo ela estaria inserida no grupo e fazendo os seus primeiros 5k, depois os 10k e hoje nos 15k rumo à Meia Maratona. Durante 2009 ela começou participar de provas e a estréia foi em em uma tradicional corrida de rua de Itu. Em outra prova subiu ao pódio, trouxe uma medalha, depois mais uma, um troféu, outro troféu, premiação em dinheiro e assim terminou o ano. Agora é uma atleta da A.L.A. e juntamente com a equipe (A.L.A.) fizeram um ano de resultados excelentes.



...

Para evitar a acusação de não fazer nada, fiz o blog para mostrar os trabalhos da A.L.A. e também dos Amigos corredores que participam das corridas.
Com este primeiro relato, nós estamos abrindo um espaço e queremos saber a sua história. Mande um e-mail para: alaeamigos@gmail.com

Abraços!

Agnaldo Rodrigues